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ANEXO 10 - Relatório Final do COLÓQUIO INTERNACIONAL DE GUARAMIRANGA

COLÓQUIO INTERNACIONAL DE GUARAMIRANGA

“A Língua Portuguesa na Internet e no Mundo Digital”,

Fortaleza, Redenção e Guaramiranga, 23 a 26 de abril de 2012

O Colóquio “A Língua Portuguesa na Internet e no Mundo Digital” é o terceiro dos quatro colóquios internacionais propostos no Plano de Trabalho do Diretor Executivo, aprovado durante a II. Reunião Extraordinária do Conselho Científico, realizada em Brasília de 06 a 09 de dezembro de 2010. Estes colóquios são eventos preparatórios para a IIa. Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, a ocorrer em Lisboa em outubro de 2012.

Este evento contou com a colaboração da Universidade Internacional para a Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) e o Conselho Nacional de Educação do Brasil, de 23 a 26 de abril deste ano.

O colóquio teve a participação de vinte (20) palestrantes, divididos em seis (6) mesas, oriundos de países como os Estados Unidos, Brasil, Portugal, República Dominicana, Angola, Galiza, Moçambique e Cabo Verde, representando ministérios, universidades, institutos, empresas, fundações e comitês.

No dia 22 de abril os palestrantes chegaram a Fortaleza e no dia 23 procedeu-se à reunião técnica com os palestrantes com o intuito de se planejar e preparar a Carta de Guaramiranga.

No dia 24, procedeu-se à abertura do evento em Redenção na sede da UNILAB, sendo a mesa de abertura composta pelo representante do Presidente do Conselho Nacional de Educação, o Conselheiro do CNE Milton Linhares, do Magnífico Reitor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, Paulo Speller, do Diretor Executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, Gilvan de Oliveira, e do representante da Secretaria da Cultura do Ceará, Francisco Fideles Dutra.

No mesmo dia, deu-se início à apresentação das palestras, sendo o primeiro a falar o Dr. Daniel Pimeinta que proferiu a Conferência Magistral. Posteriormente, seguiu-se apresentação das primeiras mesas intituladas “Ciência e Formação Científica para o Português Digital” e “A Língua Portuguesa na Internet: próximos desenvolvimentos”.

No fim da apresentação das palestras, os participantes deslocaram-se a Guaramiranga para a continuação dos trabalhos.

No dia 25 de manhã foram apresentadas a mesa 3, “ A Língua Portuguesa Digital e a Informação”, e a mesa 4 “Ações Governamentais para o Português na Internet”.

Na parte da tarde, foi a vez da apresentação das palestras das mesas 5 e 6 “O Vocabulário Ortográfico Comum” e as “Propostas e Projetos para o Português Digital no Século XXI”, respetivamente.

Neste dia, contou-se com a presença de estudantes e professores da UNILAB e da UFC.

O dia 26, na parte da manhã, foi reservado para a finalização da elaboração da Carta de Guaramiranga onde palestrantes e convidados se reuniram e debateram a referida carta. Deste documento saíram recomendações que deverão ser incorporadas na discussão da Segunda Conferência Internacional Sobre o Futuro do Português no Sistema Mundial, tais como: o desenvolvimento de políticas que atenuem o fosso existente entre países quanto ao acesso ao mundo digital e com a largura de banda apropriada; a criação centros de recursos multimédia em linha nos países atualmente com menor acesso à internet, que possam servir de apoio à implementação de programas de formação, particularmente em Língua Portuguesa e em tecnologias da informação e comunicação quer a distância quer em b-learning (semipresencial), promoção da adesão a infraestruturas de investigação internacionais dedicadas especificamente à ciência e tecnologia da linguagem natural, como é o caso do CLARIN, a primeira infraestrutura internacional para a área, criada em fevereiro de 2012;- criar, no âmbito do IILP, uma comunidade virtual que se constituirá em um fórum para debate e acompanhamento das ações sobre a promoção da língua portuguesa no universo digital entre outras que poderão ser observadas no documento em anexo.

As apresentações completas dos partipantes foram transmitidas ao vivo pela internet, o que permitiu uma assistência não local desde diversos pontos do globo, assistência essa que pôde participar com perguntas e sugestões.

A mesa de encerramento foi constituída pela Presidente do Conselho Científico do IILP, Maria Helena de Sousa Lobo, pelo Diretor Executivo do IILP, Gilvan de Oliveira, e pela professora Stela Meneghel, representando o Magnífico Reitor da UNILAB, professor Paulo Speller.

LISTA DE PARTICIPANTES:

PALESTRANTES: 20

Gilvan de Oliveira (Diretor Executivo do IILP) Daniel Pimienta, (Fundación Redes y Desarrollo, República Dominicana), António Branco (Universidade de Lisboa), Francisco Cláudio Menezes (Universidade de Brasília), Júlio Araújo (Universidade Federal do Ceará), Carlos Cecconi (Comitê Gestor da Internet no Brasil), Maria Augusta Ribeiro (Adobe Systems, Inc, San José, Estados Unidos), Manuel Ribeiro (Microsoft, Portugal); Emir Suaiden (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia), Mateus Nobre (Wikimédia Brasil), Inês Machungo (Universidade Eduardo Mondlane, Maputo), Rui Vaz (instituto Camões), Paulo Corsino (Ministério da Educação, Ensino Superior, Ciência e Inovação), Afonso João Miguel (Instituto de Ciências da Educação, Angola), Margarita Correia (Instituto de Linguística Teórica e Computacional, Portugal), José Pedro Ferreira (ILTEC), Gladis Barcellos (Núcleo Interinstitucional de Línguística Computacional, São Carlos), Jorge Francisco Borges (Ministério da Educação, Portugal), Jorge Manuel Baptista (Universidade do Algarve, Portugal), Maria Concepcion Perez (Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa, Galiza)

COLABORADORES: 3

Alex Simões (Sociedade Internacional de Português Língua Estrangeira - SIPLE); Márcia Cardoso (IILP), Denise Fonseca (IILP)

CONVIDADOS: 65

Além dos palestrantes participou do colóquio o seguinte público:

- Reitor, Vice Reitor, Pró-Reitora, técnicos, estudantes e professores da Universidade para a Integração Luso Afro-brasileira;

- Professores e alunos da Universidade Federal do Ceará;

- Técnicos e Conselheiros do Conselho Nacional da Educação;

- Técnicos da Secretaria de Educação do Estado do Ceará;

- Técnicos da Secretaria Municipal de Educação de Redenção:

- Técnicos da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará;

- Inscritos via blogue do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.

COLÓQUIO INTERNACIONAL DE GUARAMIRANGA

“A Língua Portuguesa na Internet e no Mundo Digital”,

Guaramiranga, 23 a 26 de Abril de 2012

CADERNO DE CURRÍCULOS E RESUMOS

CONFERÊNCIA MAGISTRAL

CURRÍCULO DANIEL PIMIENTA – Criador da FUNREDES - Fundación Redes y Desarrollo (República Dominicana)

Daniel Pimienta nasceu em Casablanca (Marrocos), estudou Matemática Aplicada na Universidade de Nize (France) e tem um doutorado em informática. Depois de ter criado uma companhia de desenvolvimento dos programas no APL, integrou a IBM France, no laboratório de La Gaude, onde trabalhou 12 anos na qualidade de arquiteto de sistemas da telecomunicação. Em 1988 entrou na união Latina, em Santo Domingo, como conselheiro científico e responsável do projeto REDALC. Foi um dos pioneiros do tema das TIC para o desenvolvimento. Com o apoio da União Europeia e da UNESCO, a sua equipa construiu e operou redes nacionais operadas no Perú (1991), na República Dominicana (1992) e no Haiti (1993).

Em 1993, cria a Fundação Redes e Desenvolvimento (FUNREDES) uma ONG da qual é responsável e esta trabalha sobre comunidades virtuais, educação de usuários, metodologias apropriadas, impacto social das TIC, democracia participativa, diversidade linguística em rede, integração do Caribe. Daniel Pimienta escreve e expõe sobre o assunto do uso do TIC para o desenvolvimento (mais de 70 publicações e 100 conferências internacionais). É ativo no assunto da sociedade da informação como membro de diversas redes globais (APC, REDISTIC, Três Espaços Linguísticos, Universidade Virtual Francófona da, Global Community Network Partnership, EUROLATIS, WINDS-LA, World Summit Award,, , Rede de Éticas da Informação-ICIE, rede mundial para a diversidade lingüística - MAAYA, Fundo do Solidariedade Digital, Champion Network da Aliança Global para as TIC e Desenvolvimento(GAID), o Forum de Governação da Internet…) Nomeado em 2003 para o World Technology Award na categorai ética, recebeu em 2008 o Namur Award (IFIP WG9.2) pelo conjunto das suas ações em prol de uma visão holística do impacto social das TIC.

RESUMO DANIEL PIMIENTA

O espaço das línguas na internet:panorama e tendências (com enfoque especial sobre o português)

A apresentação oferece um panorama histórico das línguas na internet, distinguindo várias etapas principais e incluindo tendências prospectivas para as etapas futuras.

Diferentes parâmetros servem para traçar o panorama desde a localização de uma língua, o número de pessoas falantes dessa língua que estão conetadas na internet até ao número de páginas web nessa língua, com excursões a certas aplicações relevantes (como a wikipédia). O quadro apresentado está apoiado em dados sobre línguas na internet e em particular sobre o português. O panorama revela que estamos entrando num novo período na internet onde o parâmetro linguístico cobre uma maior importância e insiste nas apostas económicas e culturais para estabelecer políticas públicas eficientes que permitem confortar e ampliar a presença de uma língua no ciberespaço. Quanto ao português, os dados revelam que, todavia, há necessidade de maiores esforços para conseguir que a presença virtual do português seja de acordo com a sua importância como língua internacional.

MESA 1 – Ciência e Formação Científica para o Português Digital

CURRÍCULO ANTÓNIO MANUEL HORTA BRANCO – Universidade de Lisboa - Faculdade de Letras - Portugal

António Branco é doutorado em Informática (1999), mestre em Linguística (1994) e licenciado em Filosofia (1987) pela Universidade de Lisboa. É (co)autor de mais de 100 publicações na área da ciência e tecnologia da linguagem, e participou em mais de 20 projetos, nacionais e internacionais, de I&D, cinco dos quais coordenou na qualidade de Investigador Principal. Atualmente é o Coordenador do projeto europeu METANET4U, que integra a Rede de Excelência META-NET, dedicada aos recursos linguísticos e às ferramentas para o processamento da linguagem natural, assim como à política da língua e do multilinguismo na era digital. Foi o fundador, e é o coordenador, do Grupo de Fala e Linguagem Natural do Departamento de Informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que desenvolveu e mantém o LX-Center, Centro de Serviços Linguísticos Online (lxcenter.di.fc.ul.pt). É docente neste departamento e investigador convidado do Centro de Linguística (CLUL) e do Centro de Filosofia (CFUL) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e do Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo Comportamental da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (CINEICC). Acaba de publicar, em coautoria, o livro “A Língua Portuguesa na Era Digital – The Portuguese Language in the Digital Age” (Heidelberg: Springer), sobre os desafios, as oportunidades e as necessidades para a língua portuguesa na era digital.

RESUMO ANTÓNIO MANUEL HORTA BRANCO

A Língua Portuguesa na Era Digital: Desafios e Oportunidades para a Ciência e a Tecnologia da Linguagem

A linguagem humana é uma porta para o mundo que nos rodeia. É usando a linguagem no dia a dia que comunicamos, aprendemos, planeamos o nosso futuro, nos coordenamos uns com os outros para melhor agirmos em conjunto, efabulamos ou nos comprazemos com a leitura de uma história ou de um poema.

Porém, na era digital e num mundo globalizado, a linguagem humana é também uma das maiores barreiras comunicacionais com que nos deparamos. As novas tecnologias da informação e da comunicação colocam ao nosso alcance pessoas de todo o mundo com quem será possível interagir, assim como um acervo ilimitado de informação a que será possível aceder. No entanto, para cada um de nós, este novo universo, na sua quase totalidade, continua inacessível e fechado, encerrado nas fronteiras invisíveis das línguas que o dividem.

O multilinguismo, nunca será de mais assinalar, constitui um dos mais preciosos patrimónios da humanidade. Um mundo digital em que um único idioma viesse a assumir uma posição dominante, e viesse a diminuir ou a substituir todos os outros, implicaria perdermos esse imenso património imaterial.

A tecnologia da linguagem e a investigação científica sobre as línguas naturais podem dar um contributo decisivo para se ultrapassarem estas barreiras linguísticas. No futuro, quando combinada com dispositivos e aplicações inteligentes, a tecnologia da linguagem ajudará falantes de diferentes línguas a comunicar naturalmente entre si. Preservando o multilinguismo, permitirá derrubar as fronteiras linguísticas que bloqueiam o acesso ao conhecimento e aos falantes de outros idiomas, ajudando assim a concretizar todo o potencial da sociedade da informação.

Nesta palestra, abordarei os desafios, as oportunidades e as necessidades para a língua portuguesa na era digital, com enfoque na ciência e tecnologia da linguagem. Abordarei também quer o estado actual da presença do português nas plataformas internacionais e partilhadas para a investigação, o desenvolvimento e a inovação, quer a importância e a urgência da cooperação multilateral para se otimizarem os apoios e os resultados na preparação da língua portuguesa para a sua presença no mundo digital.

CURRÍCULO FRANCISCO CLÁUDIO SAMPAIO DE MENEZES – Universidade de Brasília - Brasil

Mestre em Engenharia de Sistemas e Computação pela COPPE-UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós Graduação e Pesquisa de Engenharia (1975)). Foi funcionario internacional da UNESCO - UNITED NATIONS EDUCATIONAL, SCIENTIFIC AND CULTURAL ORGANIZATION, em Paris. Tem experiência de ensino na área de Ciência da Computação, politicas e planificação de programas para a sociedade da informação, inclusão de novas linguas no mundo digital, uso das TICs por portadores de deficiências, politicas de acesso à informação cientifica, bibliotecas digitais, formação de servidores municipais, elaboração e implementação de projetos para financiamento internacional e concepção e organização de conferencias internacionais, em particular no Sistemas das Nações Unidas. Foi Coordenador de Administração do IBICT, órgão do Ministério de Ciência e Tecnologia, até setembro/2009 e professor da Universidade Federal do Ceará até Out/2010. É professor do Departamento de Letras Estrangeiras e Tradução (LET), do Instituto de Letras (IL). Atualmente é o coordenador do Bacharelado em Línguas Estrangeiras Aplicadas ao Multilinguismo e à Sociedade da Informação (LET-MSI), da Universidade de Brasília.

RESUMO FRANCISCO CLÁUDIO SAMPAIO DE MENEZES

Multilinguismo no Ciberespaço: A participação do Português numa B@bel Digital ?

Para maior participação de uma língua nos dias de hoje não se pode fechar os olhos para uma realidade: o mundo digital é um dos principais espaços para a vitalidade de uma língua em suas múltiplas dimensões. Por outro lado, graças às aplicações das tecnologias da informação e comunicação, as fronteiras para uso de uma língua (no passado, exclusivamente geográficas) se dissolveram. Daí a necessidade de alcançar e mobilizar falantes de outras línguas para que tenham interesse pelo português e vice-versa. Nesse contexto, a presente comunicação se propõe a apresentar o ambiente no qual uma língua se desenvolve no mundo digital, com uma breve descrição da situação estatística das línguas no mundo, concluindo com algumas sugestões que poderão contribuir para uma maior presença da língua portuguesa no ciberespaço.

CURRÍCULO JÚLIO ARAÚJO – Universidade Federal do Ceará - Brasil

É Doutor em Linguística pela Universidade Federal do Ceará e pós-doutor em Linguagem e Tecnologia pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos da Universidade Federal de Minas Gerais de onde também foi Professor Visitante. Foi vice-presidente da Associação de Linguística Aplicada do Brasil (ALAB) no biênio 2009-2011. Nesse mesmo biênio, foi vice-presidente da da Associação Brasileira de Estudos sobre Hipertexto e Tecnologia Educacional (ABEHTE). Agora, é membro dos conselhos consultivos da ALAB e da ABEHTE). Atualmente, é professor da Universidade Federal do Ceará, atuando como docente e pesquisador no Programa de Pós-Graduação em Linguística, do Departamento de Letras Vernáculas, onde desenvolve pesquisas na área de Linguagem e Tecnologia e orienta teses e dissertações na mesma área. Nesta universidade, é coordenador do grupo de pesquisa Hiperged. É autor de vários artigos publicados em importantes periódicos da área em que atua; Organizou vários livros publicados por editoras renomadas. É membro de conselhos editoriais de mais de 20 periódicos científicos da área. Atualmente é subcoordenador do GT de Linguagem e Tecnologia da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL).

RESUMO JÚLIO ARAÚJO

Este é o relato de uma experiência didática com estudantes recém ingressos no curso de Letras da Universidade Federal do Ceará, focalizando sua relação com a escrita acadêmica. No início dessa experiência, apliquei uma enquete por meio da qual pude traçar um perfil inicial dos alunos acerca de sua relação com a escrita de gêneros acadêmicos. Se de um lado, os dados dessa enquete revelaram um perfil acanhado de alunos, que se sentiam fracassados em sua relação com a escrita de textos científicos, de outro os dados foram reveladores de que esses mesmos alunos liam e escreviam muito na web. Assim, aproveitamo-nos do fato de que os graduandos tinham uma rica experiência de escrita de gêneros digitais na internet para promovermos uma experiência didática que os ajudassem rumo à descoberta da autoria na escrita de gêneros acadêmicos, aprendendo e respeitando os princípios éticos que compõem a deontologia dessa atividade. Neste trabalho, portanto, investigo a utilização do gênero virtual fórum educacional como uma alternativa de interação entre professor, estudantes e bolsistas envolvidos na disciplina de Leitura e Produção de Textos Acadêmicos (LPTA), ministrada presencialmente na graduação em Letras da referida universidade. A questão nele investigada é: de que maneira a interação em um gênero digital pode influenciar na aprendizagem da produção de textos acadêmicos e na construção de atitudes e comportamentos éticos inerentes a esta atividade? Os resultados mostraram que, no ambiente virtual, os alunos puderam não apenas discutir sobre suas dificuldades relativas à escrita acadêmica como também se descobrir autores de bons artigos científicos, evitando a apropriação indébita de ideias alheias e estabelecendo relações cooperativas e de respeito para com as dificuldades de escrita do outro. Dessa maneira, o gênero digital fórum se mostrou como uma possibilidade adicional para a exploração dos conteúdos curriculares de LPTA, enriquecendo a interação respeitosa e a autoconfiança dos alunos ao se iniciarem na elaboração de trabalhos científicos.

Palavras-chave: Ética; Gêneros acadêmicos; Interação Virtual.

MESA 2 – A Língua Portuguesa na Internet: Próximos Desenvolvimentos.

CARLOS CECCONI Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI – A ação do CGI.br para fomentar conteúdos em português na Web e preservar a memória de sua cultura digital"

Carlinhos Cecconi é bibliotecário. Atualmente é assessor técnico na Secretaria Executiva do CGI.br - Comitê Gestor da Internet no Brasil. Foi analista de projetos do W3C Escritório Brasil, chefe de gabinete do ITI - Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, quando também secretariou o Comitê Técnico de Implementação do Software Livre e o I Planejamento Estratégico de Implementação de Software Livre na Administração Pública Federal. Atuou também em consultorias em diversas organizações para desenvolvimento de ambientes colaborativos e wikis na web. Integrante do Instituto de Inovação e Tecnologia na Gestão Pública e membro do júri do Prêmio CONIP de Excelência em Inovação na Gestão Pública.

CURRÍCULO AUGUSTA MARIA RIBEIRO – Adobe Systems, Inc, San José

Gerente do Grupo de Localização da Adobe Systems, Inc., Guta (Augusta) Ribeiro, graduada (1983) em Linguística pela Universidade Federal da Bahia, mestrado (1986) em Linguística pela Universidade de Indiana, Bloomington. Frequentou o curso de Linguistica Computacional da Universidade de Washington, Seattle (2010). Ingressou na Adobe em 2000. Ocupou diversos cargos de gerência no grupo de Globalização. Supervisiona o grupo dos gerentes dos programas internacionais da Adobe Systems. Lidera uma equipe centralizada que apoia os aplicativos e suítes da empresa. O papel principal é desenvolver estratégias que possam tornar os programas internacionais da Adobe um sucesso. Líder do Conselho de Gestão do Programa Internacional com os grupos da Adobe India, China, e Japão. Líder do Conselho de Terminologia da Adobe. Interesse atual é o impacto das redes sociais e da internet no trabalho de localização da Adobe Systems.

RESUMO AUGUSTA MARIA RIBEIRO

Considerações ao computês: Como a Adobe adapta-se às novas tendências do Português na Internet e no mundo digital

Uma das áreas de pesquisa mais interessantes para o grupo de globalização da Adobe Systems é o impacto das redes sociais e da internet no nosso trabalho de localização. E, para mim, as consequências para o português e as novas tendências da língua na internet. Nesta apresentação, pretendo mostrar algumas alternativas em localização que estamos usando com o fim de alcançar o melhor resultado possível para nossos clientes lusófonos, em tempo real.

O computês para nós seria uma referência ao português usado na área da informática, uma variação adotada pelas comunidades locais de usuários e tradutores na internet para atender a necessidade de acesso rápido a informação num mundo tecnológico em constante mudança.

A língua portuguesa na internet é hoje a quinta língua mais utilizada na rede mundial de computadores. A Adobe, como líder no fornecimento de soluções que permitem aos clientes produzir, distribuir e lucrar com a criação de conteúdo para a mídia e publicações ou para marketing digital, tem investido nos setores educacional, serviços financeiros e governo nas comunidades dos países de língua portuguesa. Nosso desafio é conseguir manter a consistência linguística dos termos entre todos os produtos da Adobe e, ao mesmo tempo, atender a demanda do mercado que exige produtos localizados o mais rapidamente possível, com qualidade, sem aumentar custos de localização.

No intuito de demonstrar algumas iniciativas de sucesso involvendo as comunidades locais, abordarei alguns exemplos e mostrarei como é simples acessar um dos sites da Adobe (CTT ou Adobe TV) e traduzir ao vivo.

O Business Catalyst, uma plataforma de hospedagem na web, um catalisador de negócios que ajuda aumentar o seu negócio através da construção, marketing, venda e suporte de páginas na web, é traduzido através do projeto Adobe Translator--. CTT é uma ferramenta de tradução comunitária, que permite que tradutores voluntários em todo o mundo possam traduzir a interface do aplicativo. Em junho de 2011, Business Catalyst foi colocado no Adobe Translator em cinco línguas, para efeito de revisão pela comunidade local de usuários. Além de analisar as línguas já incluidas no produto, a comunidade teve a oportunidade de fornecer traduções para outros idiomas--dinamarquês, italiano, holandês, português do Brasil, romeno, e esloveno. O que aconteceu ao longo dos meses foi um exemplo clássico de contribuições surpreendentes e sólidas. A Adobe pretende abrir, cada vez mais, projetos para a comunidade, permitindo não só revisão, mas também tradução para um número cada vez maior de idiomas.

O projeto Adobe TV-- tradução comunitária, amplia o alcance do conteúdo, permitindo que tradutores voluntários em todo o mundo possam traduzir vídeos instrutivos em qualquer idioma.

A Adobe promove a difusão da língua portuguesa como veículo de informação e acesso ao conhecimento tecnológico através do nosso Blog de Globalização-- fórum internacional que permite o diálogo entre a Adobe e as comunidades dos países de língua portuguesa.

CURRÍCULO MANUEL FONSECA DE SAM BENTO RIBEIRO – Linguista computacional no Centro Microsoft para o Desenvolvimento da Linguagem | MLDC – Portugal

Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas (2006) pela Universidade de Lisboa, mestrado em Estudos Ingleses pela Universidade de Lisboa (2010). Colaborador com o Microsoft Language Development Center (MLDC) em Lisboa desde 2007, onde desenvolve projetos nas áreas de Tecnologias de Fala e de Pesquisa. Projetos mais relevantes passaram pela Síntese de Fala para Português Europeu e Português do Brasil, Modelos Acústicos e Modelos de Língua para Reconhecimento de Fala em Português Europeu, Léxico fonético e Normalização de Texto para Português Europeu e Português do Brasil, Módulos de expansão da pergunta para motores de pesquisa geral em Português e várias línguas europeias.

RESUMO MANUEL FONSECA DE SAM BENTO RIBEIRO

Desenvolvimento de Novas Tecnologias em Português

A fundação do Centro Microsoft para o Desenvolvimento da Linguagem (MLDC – Microsoft Language Development Center) em Lisboa reflete a importância dada pela Microsoft à relevância da Língua Portuguesa nas novas tecnologias e no panorama tecnológico internacional. Ativo desde Novembro de 2005, o MLDC tem contribuído para o desenvolvimento, promoção e enriquecimento de novas tecnologias em várias variantes da Língua Portuguesa.

Ao longo dos últimos anos, o MLDC esteve envolvido no desenvolvimento de Sistemas de Síntese de Fala para Português Europeu (Microsoft Hélia) e Português do Brasil (Microsoft Heloísa), incluídos no Microsoft Exchange e atualmente disponíveis online com a Microsoft Speech API. Além de módulos de síntese de fala, o MLDC gerou regras de Normalização de Texto, aplicáveis ao desenvolvimento de tecnologias de fala e informação, assim como modelos de língua e gramáticas para sistemas de Reconhecimento de Fala.

A recolha de dados é essencial para a investigação e desenvolvimento de novas tecnologias de fala. Desta forma, o MLDC tem investido na recolha de centenas de horas de fala pura em Português ao abrigo de várias campanhas (SIP – Speech International Program, YourSpeech, LUL – Living Usability Lab), algumas utilizando técnicas de crowd sourcing.

Além da produção de vários componentes para produtos Microsoft (Exchange, OCS, Vista, 7, Mobile, Media Center), o estabelecimento de parcerias I&D entre a Indústria e a Academia portuguesas são um ponto fundamental nas linhas de ação de MLDC, procurando sempre manter-se ativo na participação e contribuição de novas tecnologias em Português com impacto social e cultural.

GOLEM (Realistic Virtual Humans) e LifeIsGame tratam-se de projetos em que se procura explorar a utilização de jogos interativos tendo em conta crianças com desordens do espectro autista. Tem como principal objetivo o reconhecimento de emoções através da síntese de imagens foto-realistas em tempo real e análise automática de expressões faciais de forma a incitar reacções por parte das crianças. Também direcionado a crianças, o projecto CNG (Conteúdos de Nova Geração) centra-se no desenvolvimento de jogos didácticos em ambientes imersivos.

Os projetos PaeLife, AAL4ALL, Living Usability Lab (LUL) e Smartphones for Seniors contam com a participação de dezenas de parceiros e dirijem-se principalmente a cidadãos séniores. Visam sobretudo o desenvolvimento de tecnologias e serviços em Português e a promoção do aumento das capacidades de trabalho e autonomia dos utilizadores, assim como a melhoria geral das suas condições de saúde e bem-estar e o combate ao isolamento e à infoexclusão. Exemplos destas tecnologias surgem com o assistente pessoal virtual (PLA – Personal Life Assistant) ou com o laboratório vivo de usabilidade (LUL), centrado em três cenários: segurança, saúde e ligação com o exterior.

O projeto World Search reconhece a importância das tecnologias de pesquisa. Neste âmbito, os investigadores do MLDC entraram em colaboração com a equipa internacional de engenharia do Bing, o motor de busca da Microsoft, e desenvolveram um novo módulo que melhora a relevância das buscas em Língua Portuguesa, fazendo a parametrização para todas as variantes faladas na comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O projecto consistiu na melhoria do corretor ortográfico em Português, de acordo com a nova ortografia, em combinação com um conjunto de alterações, cujo objetivo é transformar o texto inicial da consulta adicionando sinónimos, flexionando os termos, identificando entidades nomeadas ou eliminando palavras, ampliando assim a probabilidade de correspondência com os documentos mais relevantes.

Desta forma, o MLDC reconhece a relevância da Língua Portuguesa e esforça-se por disseminar a sua presença nas novas tecnologias e nos produtos Microsoft, dando também importância a ambientes sociais, educativos e culturais.



MESA 3 – A Língua Portuguesa Digital e a Informação

EMIR JOSÉ SUAIDEN – Diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT (Brasil)

Diretor do Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 1C, Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 1C, Emir José Suaiden, graduado (1971) em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília, mestrado (1980) em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Paraíba, doutorado (1989) em Ciência da Informação pela Universidad Complutense de Madrid e pós-doutorado (2002) na Universidad Carlos III de Madrid. Na década de 70 foi diretor-adjunto do Instituto Nacional do Livro onde colaborou na implantação do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, no sistema de co-edição de livros e na propagação de uma politica de leitura. Essas mesmas atividades foram implantadas posteriormente quando Emir José Suaiden assumiu a Presidência do Comitê Executivo do Centro de Estudos para o Fomento do Livro na America Latina e no Caribe (CERLALC). São numerosas as citações nas bases de periódicos indexados do Portal Capes e em bases abertas como o Live Search. Desenvolveu em parceria com a Dra. Cecilia Leite Oliveira, uma metodologia de inclusão digital para a inclusão social que se transformou na Lei n.3275 do Governo do Distrito Federal, tornando obrigatório a sua utilização. Essa metodologia é reconhecida internacionalmente e premiada. Atualmente tem mandato de Diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT, instituto de pesquisa do Ministerio da Ciência e Tecnologia - MCT, é membro do Conselho Consultivo do Programa Nacional de Incentivo à Leitura - Proler, da Fundação Biblioteca Nacional, é Professor Titular da Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília, membro do Conselho Técnico Consultivo do Museu de Astronomia e Ciências Afins - MASP- , membro do Conselho Superior da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal. Em 2011 foi incluído no Who's Who in the World 2011, a Who's who in America Publication, Marquis Who's Who. New Jersey, january 2011, p.2537, disponível em: experiência na área de ciência da informação, principalmente nos seguintes temas: biblioteca pública, informação e sociedade, gestão da informação e gestão do conhecimento.

RESUMO EMIR JOSÉ SUAIDEN

O contexto da sociedade da informação nos países de língua portuguesa.

A infraestrutura informacional - os requisitos da sociedade da informação -

a inclusão/exclusão na nova sociedade - a fundamentação teórica - produção

científica e a visibilidade internacional - a produção de conteúdos - os

indicadores da sociedade da informação - as boas experiencias - o impacto

da leitura/informação - rumo a sociedade do conhecimento

CURRÍCULO MATEUS FERREIRA NOBRE

Mateus Nobre, membro da Wikimedia Brasil desde 2011, trabalha promovendo o conhecimento livre por meio dos projetos Wikimedia, por meio do planejamento estratégico e da criação e gerência de projetos com fins de fomentar a Wikimedia em todo o território brasileiro. Palestrante e convidado em diversas conferências de nível nacional e internacional, entre elas a Campus Party Brasil e a Wikimania.

Com experiência na área da gestão no mundo digital, Mateus Nobre é ativista de diversas iniciativas de conhecimento, software, cultura livre e dados abertos, como a Open Knowledge Brasil e Partido Pirata do Brasil.

RESUMO MATEUS FERREIRA NOBRE

A Wikipédia em Língua Portuguesa

A apresentação visa esclarecer e explanar o funcionamento da Wikipédia em língua portuguesa (pt.), focando no uso da língua portuguesa no ambiente wiki colaborativo e digital.

A Wikipédia, desde sua criação, se apresenta como uma experiência de inovação nas relações humanas digitais. Apresentou o conceito de enciclopédia por línguas e não por país, tomando carona no clima de globalização do século XXI, e promovendo a colaboratividade entre as diferentes nações que tem o idioma em comum. A convivência e o trabalho em equipe de pessoas de diferentes nacionalidades, mas com o elo da língua comum e uma parecida história (de colonização, na maioria das vezes) é presente na vasta comunidade ativa da Wikipédia em Português, e a relação de interatividade é refletida também no nosso colóquio em questão.

A apresentação também pretende dissertar sobre o novo acordo ortográfico e seus efeitos e utilização na comunidade da Wikipédia. As diferentes reações dos editores de diferentes localidades falantes do Português e a adoção sistemática do acordo nas páginas da enciclopédia livre.

MESA 4 – Ações Governamentais para o Português na Internet

CURRÍCULO INÊS BEATRIZ FERNANDES MACHUNGO - Faculdade de Letras e Ciências Sociais - Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Moçambique

Doutorada em Linguística pela Universidade do Ghana, Legon (2001), obteve o Mestrado em Linguística Descritiva do Português pela Universidade de Lisboa (1986) , a Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Coimbra, (1982) e o Bacharelato em Letras Modernas pela Universidade Eduardo Mondlane (1976). Possui um diploma de pós-graduação em Monitoria e Avaliação pela Universidade de Stellenbosh na África do Sul.

Lecionou várias disciplinas, tendo sido Professora Auxiliar e Professora Convidada em universidades nacionais e estrangeiras (EUA, França, Portugal, Cuba). Para além da leccionação orientou teses de licenciatura, mestrado e doutoramento. Dirige e faz parte de equipes de investigação incidindo os seus principais interesses em estudos de Léxico, Morfologia, Linguística Computacional e Política Linguística. Tem artigos, ensaios, manuais de ensino , capítulos de livros e livros publicados no país e estrangeiro.

Tem desenvolvido actividades de Gestão, com funções de chefia quer na Universidade Eduardo Mondlane, onde foi Directora da Faculdade de Letras, e Chefe da Secção de Linguística, quer no Ministério de Educação – Assessoria ao Ministro para questões relativas à Língua Portuguesa, quer em organismos internacionais (Vice- Presidente da LASU – the Linguistic Association for Southern African Universities, Vice-Presidente do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa).

É membro de várias associações profissionais, e membro do Conselho Editorial de Revistas Científicas nacionais e estrangeiras.

RESUMO INÊS BEATRIZ FERNANDES MACHUNGO e GREGÓRIO FIRMINO

A internet em Moçambique: implantação, uso e desafios

As tecnologias de informação e a internet em particular, constituem no mundo de hoje um meio de interação e comunicação das sociedades facilitando o seu desenvolvimento socioeconómico e cultural. Este poderoso meio de comunicação permite e facilita o diálogo intracomunitário, o diálogo governo, empresariado e comunidade, de que resulta a circulação de informação relevante para o desenvolvimento e integração das comunidades no mundo globalizado.

Em Moçambique e de acordo com dados estatísticos de 2011, apenas 4.3% da população é utente da internet; por outras palavras, a maioria dos cidadãos moçambicanos não beneficiam dos recursos que o mundo digital oferece.

Na presente comunicação abordaremos aspectos relacionados com a implantação e uso da internet em Moçambique dando particular atenção aos meios disponíveis de acesso à rede da internet. Destacaremos os constrangimentos que impedem um mais amplo acesso dos cidadãos à rede digital, e por fim mostraremos alguns desafios inerentes ao uso da internet no contexto moçambicano, mormente tendo em conta a situação socioeconómica e linguística do país, caracterizada entre outros aspectos, pela diversidade linguística e um elevado índice de analfabetismo.

CURRICULO RUI EMANUEL NEVES DA FONSECA VAZ – Instituto Camões de Portugal.

Rui Vaz é Coordenador do Centro Virtual Camões, no Instituto Camões, I.P., desde 2007. Doutorando em Educação – Tecnologias de Informação e Comunicação no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa; Mestre em Ciências da Educação, Especialização em Educação Comunicação e Linguagem, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e Ramo de Formação Educacional (Português) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

RESUMO RUI VAZ

Centro Virtual Camões: divulgação e formação

O Centro Virtual Camões é o sítio na Internet do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. para apoio ao ensino e aprendizagem do português e formação dos agentes da educação, bem como para a divulgação da língua e cultura portuguesa. Numa era de comunicação digital, em que as distâncias geográficas são encurtadas pelo recurso às tecnologias de informação, o ensino a distância torna-se ferramenta central das políticas de ensino da língua e cultura, sendo prioridade a sua ampliação. Nesta comunicação, serão apresentados as principais linhas de atuação do Camões, I.P. para, através do Centro Virtual Camões, potenciar a promoção externa da língua e da cultura portuguesas na Internet, assim como promover a qualificação do ensino de português no estrangeiro.

CURRÍCULO PAULO CÉSAR LOPES CORSINO – Assessor do Ministro do Ensino Superior Ciência e Inovação de Cabo Verde.

É Mestre em Economia e Gestão da Inovação pela Faculdade de Economia do Porto, tendo habilidade em Gestão Comercial, Empreendedorismo, Competitividade, Teorias e Sistemas de Inovação, Gestão de Tecnologias em Empresas, Politicas de Inovação, Criatividade e Mudança Organizacional, Crescimento Econômico. Desde maio de 2011 é assessor do Ministro da Ensino Superior, Ciência e Inovação e auxilia o Ministro em matéria de Política Científica, Tecnológica e de Inovação.

RESUMO PAULO CÉSAR LOPES CORSINO

Portal do Conhecimento de Cabo Verde

Os ganhos que Cabo Verde tem registado, nos últimos anos, em matéria do Ensino Superior impõem ao Governo a obrigação de adoptar políticas e medidas, visando criar as condições favoráveis a um salto qualitativo do sector, de modo a que este seja a alavanca da sociedade de conhecimento em Cabo Verde e motor de um novo desenvolvimento.

Neste quadro, almejando superar um dos maiores obstáculos à operacionalização dos projectos de investigação em Cabo Verde, que é o acesso à informação científica, o Ministério do Ensino Superior, Ciência e Inovação adoptou, no âmbito das suas políticas e estratégias para a promoção e fomento da cultura científica, investigativa e tecnológica no país, a criação de um Portal de Conhecimento que albergará teses de doutoramento, dissertações de mestrado, monografias, artigos científicos, actas de congressos, livros, capítulos de livros, etc.

O Portal do Conhecimento de Cabo Verde (PCCV) constitui um ponto único de pesquisa de materiais bibliográficos de carácter académico e científico, nomeadamente, teses e dissertações, artigos de revistas científicas, actas de congressos, livros e capítulos de livros bem como fontes de pertinência científica tais como documentos estratégicos do Governo, estatísticas, estudos, planos estratégicos e outros.

No que toca aos objectivos, o PCCV tem como objectivo a recolha, agregação e indexação dos conteúdos científicos em acesso aberto (ou acesso livre), quer sejam provenientes dos repositórios institucionais das instituições nacionais de ensino superior e outras organizações de I&D do país, quer do resgate da produção científica sobre Cabo Verde e os cabo-verdianos elaborada no exterior em universidades e centros de investigação e registada em Cabo Verde ou mesmo a que foi gentilmente cedida pelos seus autores.

De frisar que este projecto enquadra-se no âmbito das políticas e estratégias do Ministério do Ensino Superior, Ciência e Inovação para a promoção e fomento da cultura científica, investigativa e tecnológica em Cabo Verde e, constitui uma mais-valia não apenas para a sociedade cabo-verdiana, em geral, como também para os universitários, os professores e investigadores, em particular, uma vez que proporciona a estes últimos a oportunidade de superarem um dos maiores obstáculos à operacionalização dos projectos de investigação que é o acesso à informação.

Note-se que iniciativas deste género são recentes no mundo todo e vêm ganhando fôlego no espaço de língua portuguesa, com Portugal e o Brasil na linha da frente, lançados que foram nesses países os projectos rcaap e oásis, respectivamente.

Neste sentido, baseado na filosofia de livre acesso, e implementando a estratégia de fazer das TICs uma via de acesso ao conhecimento, pretende-se que este portal seja uma referência para as comunidades de investigadores e professores cabo-verdianos, estimulando-os a aprendizagem contínua, ao mesmo tempo servir de referência aos PALOP e à Lusofonia em geral.

O Projecto PCCV é uma iniciativa do Ministério do Ensino Superior, Ciência e Inovação, desenvolvido em parceria com a Universidade do Minho de Portugal e o Núcleo Operacional da Sociedade de Informação – Nosi, tendo tido a colaboração cooperativa das instituições de ensino superior nacionais, com as quais o MESCI trabalha no estímulo e no sentido de dar visibilidade à produção científica nacional.

CURRÍCULO AFONSO JOÃO MIGUEL - Instituto Superior de Ciências de Educação – ISCED - Luanda

É doutorando em Linguística Portuguesa, na área de Sociolinguística Variacionista (contato entre línguas), Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Tem mestrado em Linguística, área de especialização: Linguística Portuguesa, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; Licenciado em Língua e Cultura Portuguesa – Língua Estrangeira, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Atua como docente assistente no Departamento de Língua Portuguesa do Instituto Superior de Ciências de Educação – ISCED - Luanda; Chefe de Repartição de Língua Portuguesa no Instituto Superior de Ciências de Educação – ISCED – Luanda; Colabora na Universidade Católica de Angola, Faculdade de Ciências Humanas (Curso de Línguas, Tradução e Administração); e Universidade Metodista de Angola, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (Curso de Língua Portuguesa e Comunicação. Colaborou no Instituto de Línguas Nacionais, Luanda, como investigador na área de Kimbundu, (2001-03). Foi Regente da Cadeira de Língua Portuguesa I, Centro de Ensino a Distância da Universidade Agostinho Neto (CEDUAN). Professor efectivo de Língua Portuguesa, na Escola do 2.º e 3.º Níveis “Alda Lara” – Luanda (1994-99), acumulando a função de Condenador de Língua Portuguesa, do Curso Nocturno. Participou em vários encontros, quer no país quer no estrangeiro, com realce para as “Jornadas Científicas do ISCED de Luanda”; a 1.ª Oficina para Elaboração  do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, na Cidade da Paria - Cabo Verde (2011), a convite do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP); e “Seminário Internacional sobre o “Ensino e Elaboração de Manuais Didácticos das Línguas Nacionais Africanas”, Kishansa, República Democrática do Congo (de 26 de Outubro a 6 de Novembro). Realce para Co-autor do Manual de Apoio e Guia de Estudo de Língua Portuguesa, para o Ensino a Distância na UAN. Autor do material audiovisual e informático para a cadeira de Língua Portuguesa, igualmente, no âmbito do Ensino a Distância da UAN.

RESUMO AFONSO JOÃO MIGUEL

A internet: A nova grande caravela da lusofonia na era digital

Este texto invoca as origens da nossa “magna língua” portuguesa, para se compreender a sua importância no mundo actual, dominado pelas TIC, e lançar um olhar para o seu futuro, que se quer mais promissor e actuante. Como se sabe, a língua levada pelos navegadores portugueses e acolhida pelos autóctones, constitui hoje o elemento aglutinador dos nossos povos na CPLP.

Se, no passado, esta língua portuguesa viajou de caravelas, hoje meios mais eficazes são-nos fornecidos pela ciência e pela técnica, dentre as quais a internet. E é um facto inquestionável que, em pleno século XXI, a internet facilita a divulgação da língua portuguesa, une os falantes desta língua e anula as distâncias temporais e geográficas, criando um espaço virtual comum.

A dimensão da língua portuguesa no mundo virtual parece estar condicionada, entretanto, ao desenvolvimento socioeconómico, científico e tecnológico das nossas sociedades, o que passa necessariamente pelo fortalecimento das instituições nacionais. Neste caso, o conhecimento das potencialidades particulares de cada país, nos domínios em apreço, afigura-se como uma premissa fundamental.

Contrariamente ao passado, nos nossos dias, deve-se respeitar a identidade de cada povo, que se revê na língua portuguesa, refreando os interesses de carácter meramente hegemónico e comercial. Este facto pressupõe, portanto, o reconhecimento das especificidades sociolinguísticas de cada país membro da CPLP, o que passa, por exemplo, pela inserção das terminologias científicas e técnicas locais no português comum a usar na internet e noutros meios digitais.

MESA 5 – O Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa

CURRÍCULO MARGARITA MARIA CORREIA FERREIRA, Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), Portugal

Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigadora do Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), onde coordena o Portal da Língua Portuguesa (portaldalinguaportuguesa,org). Foi reponsável pelo Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) e, com José Pedro Ferreira, pelo Lince - conversor para a nova ortografia. Faz parte da equipa central do Vocabulário Ortográfico Comum (VOC), projeto coordenado pelo IILP. É doutora em Linguística Portuguesa pela Universidade de Lisboa. Especializou-se na área dos estudos do léxico (lexicologia, lexicografia, terminologia), no âmbito da qual publicou diversos trabalhos, tais como Os Dicionários Portugueses (Lisboa, Caminho, 2009) e, em co-autoria, Inovação Lexical em Português (Lisboa, Colibri, 2005).

CURRÍCULO JOSÉ PEDRO CARDONA FERREIRA, Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), Portugal

Bolseiro de Gestão de Ciência e Tecnologia da Fundação para a Ciência e a Tecnologia do Ministério da Educação e Ciência de Portugal no Instituto de Linguística Teórica e Computacional, professor convidado na Escola Superior de Saúde do Alcoitão e colaborador do Microsoft Language Development Center, Lisboa, José Pedro Ferreira é formado em Linguística pela Universidade de Lisboa. Tem trabalhado no desenvolvimento computacional de recursos linguísticos para o português, em particular lexicais e morfológicos, mais recentemente no âmbito dos projetos Portal da Língua Portuguesa, Vocabulário Ortográfico do Português e Lince, por que foi, com Margarita Correia, responsável. Participa ou participou com diferentes competências em vários projetos relacionados com a língua portuguesa e tem publicado artigos em obras de especialidade na área da linguística.

CURRÍCULO GLADIS MARIA DE BARCELLOS ALMEIDA, Núcleo Interinstitucional de Linguística Computacional (NILC), Brasil

Concluiu o doutorado em Letras/Linguística pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) em 2000. Realizou, entre 2008 e 2009 seu estágio pós-doutoral na Universitade Pompeu Fabra, em Barcelona, Espanha. Atualmente é Professora Associada da Universidade Federal de São Carlos. Publicou vários artigos em periódicos especializados e capítulos de livros. Proferiu diversas conferências. Participou de eventos no exterior e no Brasil. Atualmente orienta projetos de iniciação científica, de mestrado e de doutorado. Entre 2001 e 2012 participou de 9 projetos de pesquisa, sendo que coordenou 6 deles. Integra o conselho editorial de várias revistas científicas. É membro da Rede Ibero-Americana de Terminologia (RITerm), da Rede Panlatina de Terminologia (Realiter) e do Grupo de Estudos Lingüísticos do Estado de São Paulo (GEL), do qual atuou como presidente (gestão 2009-2011). Atua na área de Linguística, com ênfase em Lexicologia, Lexicografia, Terminologia e Linguística de Corpus. Integra o corpo de pesquisadores do Núcleo Interinstitucional de Linguística Computacional (NILC/USP-ICMC). Em suas atividades profissionais, interagiu com diversos colaboradores em coautorias de trabalhos científicos. Em seu currículo, os termos mais frequentes na contextualização da produção científica e tecnológica são: terminologia, dicionário especializado, definição terminológica e corpus

RESUMO VOCABULÁRIO ORTOGRÁFICO COMUM DA LÍNGUA PORTUGUESA

Margarita Correia1, José Pedro Ferreira1, Gladis Maria de Barcellos Almeida2

1Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), Portugal

2Núcleo Interinstitucional de Linguística Computacional (NILC), Brasil

O Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), sob os auspícios da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP - ), lidera a organização do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC). O VOC pretende ser uma grande base lexical online, sediada no site do IILP (), que contemplará as variantes dos 8 países lusófonos (Angola, Brasil, Cabo verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste), conforme determinação emanada do Plano de Ação de Brasília (abril de 2010). Esse grande trabalho está dividido em 2 fases: 1) a junção de vocabulários já existentes em Portugal e Brasil (até 2012); 2) a inserção dos vocabulários dos demais países, nos anos subsequentes. Os trabalhos iniciaram-se com a cessão do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOP), disponível online () e elaborado pelo Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC) (sediado em Portugal), com suporte financeiro do Ministério da Cultura de Portugal. A partir do VOP, será integrado à mesma plataforma o Vocabulário Ortográfico do Brasil. O vocabulário brasileiro está sendo formado a partir de três grandes fontes: 1) o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) da Academia Brasileira de Letras (ABL), que também se encontra disponível online (); 2) o Léxico do Núcleo Interinstitucional de Linguística Computacional (NILC-USP), que dá suporte ao corretor ortográfico do Microsoft Word; e, finalmente, a lista das palavras mais frequentes obtidas a partir do Corpus Brasileiro versão 1 (CEPRIL/PUCSP/Fapesp), disponível para consulta online em . Assim, na oportunidade, pretende-se detalhar os aspectos atinentes ao Acordo Ortográfico de 1990, aos corpora constituídos e às tarefas computacionais necessárias à realização do VOC.

MESA 6 – Propostas e Projetos para o Português Digital no Século XXI

CURRÍCULO JORGE FRANCISCO BORGES

É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas – Variante de Estudos Portugueses, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. De 2001/2006 foi diretor do Centro de Competência Nónio da Malha Atlântica. Em 2002 fez a parte curricular do mestrado em Ciências da Educação com especialização em Tecnologias Educativas; Professor da cadeira de Tecnologias Educativas na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, da Universidade de Lisboa de 2002/2003; Entre 2006-2007 foi membro [professor requisitado] da Equipa de Missão Computadores Redes e Internet nas Escolas [eCRIE] do Ministério da Educação de Portugal. Desde 2007 é membro [na qualidade de professor requisitado] da Equipa de Recursos e Tecnologia Educativa – Plano Tecnológico da Educação [ERTE/PTE], [hoje ERTE] da Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação, hoje Direção Geral da Educação [DGE].

RESUMO JORGE FRANCISCO BORGES

O projeto e-escolinha nas escolas portuguesas do 1.º Ciclo [alunos dos 6 aos 10 anos]

O papel do e-escolinha como parte integrante de um programa alargado - para a educação em Portugal - no âmbito do Plano Tecnológico da Educação.

O computador Magalhães, a sua utilização na sala de aula [aluno] e em casa [família], promotor também, por esta via, da inclusão digital.

A estratégia de implementação do projeto. A formação de professores, complementada por uma estrutura de apoio que passou pela disponibilização de recursos digitais online [livres e pagos], pelo Portal das Escolas do Ministério da Educação e Ciência [recursos educativos digitais] e pelo software incluído no Magalhães. A forte aposta na Língua Portuguesa.

A avaliação do projeto, por via de vários projetos de investigação, uns a decorrer e outros já concluídos.

Por fim, far-se-á uma análise crítica desde o lançamento do projeto, da operacionalização aos resultados, destacando-se os pontos fortes e fracos.

CURRÍCULO JORGE MANUEL EVANGELISTA BAPTISTA

Professor Associado com "tenure" da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve (UALG) onde é docente desde 1992 [ualg.pt/fchs].

Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas - Estudos Portugueses (1990) e Mestre em Linguística Portuguesa Descritiva (1995) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Doutor em Linguística - Sintaxe (2001), pela Universidade do Algarve.

Investigador do L2F Spoken Language Lab, INESC ID Lisboa [l2f.inesc-id.pt] (desde 2005) e antigo investigador do LabEL (de 1991 a 2004). Membro fundador do Centro de Estudos em Ciências da Linguagem da UALG (desde 2011).

Diretor, pela UALG, do Mestrado Internacional Erasmus-Mundus em Processamento de Linguagem Natural e Indústrias da Língua (desde 2008). Criação e Direção do Mestrado em Produção, Edição e Comunicação de Conteúdos, na UALG (desde 2010).

Colaborador em Comités de Programa de várias Conferências internacionais, entre os quais o PROPOR (membro externo do comité de gestão 2010-2012), APL, LGC, TAL, STIL/TIL e SLATE.

Os seus interesses de investigação em Linguística incluem construções predicativas nominais com verbo-suporte, construções adverbiais e verbais; expressões idiomáticas e fenómenos de composição; estruturas complexas, redes referenciais e organização do discurso.

Em Linguística Computacional, elaboração de léxicos computacionais, análise, etiquetagem e desambiguação morfossintática; resolução de anáfora; reconhecimento de entidades mencionadas, processamento de referência temporal, e extração de relações entre entidades; análise sintática superficial (chunking) e profunda (deep parsing); identificação de eventos e de papéis temáticos.

Coordenador linguístico do STRING [string.l2f.inesc-id.pt], a cadeia de PLN desenvolvida no L2F. Investigador sénior na UALG do projeto REAP.PT, financiado pela FCT (Carnegie Mellon|Portugal Research Projects Program, CMU-PT/HuMach/53/2008).

RESUMO JORGE MANUEL EVANGELISTA BAPTISTA - U. Algarve, Portugal / INESC-ID Lisboa

Engenho e Arte: Ensino de Língua Assistido por Computador e os Desafios do Século para a Língua Portuguesa

Esta comunicação pretende, após uma descrição, sucinta mas sistemática, dos recursos linguísticos disponíveis para o processamento computacional do Português, levantar um conjunto de interrogações sobre os desafios que se colocam à implantação da língua no panorama fortemente globalizado de uma Sociedade Digital, com particular referência à relevância que para as políticas da língua assume o ensino assistido por computador, não só como língua materna mas sobretudo como segunda língua. Numa segunda dimensão, a "informatização" da língua é vista como um indispensável patamar para assegurar a sua utilização generalizada nos mais diversos contextos e "fora", o que implica uma cada vez maior aproximação entre diferentes áreas de saber e um diálogo mais intenso entre a academia e a indústria.

CURRÍCULO MARIA CONCEPCION RODRIGUEZ PEREZ (CONCHA ROUSIA) – Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa – Galiza –

Nascida o 04-10-1962, em Covas (Os Brancos, Galiza)

Psicoterapeuta. Licenciada em 1995 em psicologia pela Universidade de Santiago de Compostela, especialidade em psicologia clínica.

Master in Science, Marriage and Family Therapy, Universidade de Maryland, USA, 1999. Tese de graduação intitulada “Multilingualism and psichotherapy”. A tese mostra como o uso da língua materna é fundamental para o tratamento de problemas psicológicos, especialmente quando acontecidos na infância e marcados com alta carga emotiva.

Secretária da Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa e cofundadora da Academia Galega da Língua Portuguesa em 2008.

Membro da Associação Galega da Língua desde 2004. Colaboradora desde 2004 desse portal digital.

Membro da associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa.

Presidente pela parte galega do Instituto Cultural Brasil Galiza, fundado em 2009 e apresentado publicamente em Santa Catarina em Março de 2010 e em Madrid em outubro deste mesmo ano.

Membro da Junta Diretiva da Ordem dos Psicólogos da Galiza, e Coordenadora da Comissão Cultural, desde onde, entre outras atividades criou o Prémio Literário ‘Rosa de Cem folhas’ que vai pela sua quinta edição.

RESUMO MARIA CONCEPCION RODRIGUEZ PEREZ (CONCHA ROUSIA)

Contributo Galego à Língua Portuguesa na Era Digital

No eixo da dupla AO-OA (Acordo Ortográfico, Movimento Open Access) a Academia Galega da Língua Portuguesa, desde a sua fundação em 2008, dentro da sua definição como «instituição científica e cultural ao serviço do Povo galego» que pretende «Promover o estudo da Língua da Galiza para que o processo da sua normalização e naturalização seja congruente com os usos que vigoram no conjunto da Lusofonia» tem ido desenvolvendo e colaborando como parceiro em diversas ferramentas e recursos digitais.

1. .- Desde 2009 e em parceria com a Associação Cultural HYPERLINK ""Pro-AcademiaHYPERLINK "" Galega da Língua Portuguesa desenhado pela empresa EHYPERLINK ""omática para informar das iniciativas, atividades da AGLP, informações e notícias sobre a Lusofonia. Permite aceder a todas as ferramentas, sites e publicações da AGLP, nomeadamente, Boletim HYPERLINK ""em HYPERLINK ""pdf e Léxico da Galiza para ser HYPERLINK ""integrado no Vocabulário Ortográfico Comum da LínguaHYPERLINK "" Portuguesa.

2. Web-sites associados, em parceria com diversas entidades e associações civis, académicas e culturais galegas e internacionais.

2.1. Ricardo Carvalho HYPERLINK ""Calero.- Homenagem no centenário (2010).

2.2. Ernesto Guerra da Cal.- Homenagem no centenário (2011).

2.3. Signum.- Suporte ao site da Associação de académicos e especialistas internacionais para promover e estudos da Marca.

3. Escritórios Netvibes.- Agrupadores de recursos e ferramentas formativas compartilháveis livremente dentro da filosofia da Web 2.0 e Web 3.0. Desenhados com Netvibes, desktop HYPERLINK ""oHYPERLINK ""nline baseado na tecnologia AJAX com um alto nível de personalização.

3.1. Escritório AGLP. Informações e links institucionais.

3.2. SurvivalHYPERLINK "" Kit .- Estojo virtual que visa oferecer de forma rápida e intuitiva os mais úteis recursos de apoio para a aprendizagem e o uso correto do Português.

3.3. PortulanoHYPERLINK "" de Recursos.- Na imagem das velhas Cartas portulanos este escritório é uma solução para navegar pela rede num momento em que a expansão de usos, sites e TIC estão a produzir uma absoluta mudança na percepção do conhecimento. Agrupa recursos em linha, enlaces, catálogos, dicionários, corretores, bibliografias, ligações a bibliotecas virtuais, repositórios, e-books e informações de utilidade para bom uso e aprendizagem da Língua portuguesa.

4. Arquivo DigitalHYPERLINK ""-Repositório da AGLP.- Desde 2011, Repositório de objetos digitais ou acervo de coleções de informação em suportes digitais desenhado com o motor de Software livre DSpace, criado pelo MIT, e com interface Manakin criada pela Biblioteca da Universidade do Texas.

Aceita todas as formas de materiais digitais, arquivos de texto, imagem, vídeo e áudio, o que possibilita custodiar os mais variados tipos de conteúdos. Os documentos são organizados em comunidades e coleções e integrados por meio das aplicações de Dublin Core, esquema de metadados desenvolvido pela Dublin Core Metadata HYPERLINK ""InitiativeHYPERLINK "" (DCMI) para promover a adoção de padrões de metadados, que visa descrever objetos digitais utilizando XML (Extensible Markup Language) e o RDF (Resource Description Framework).

Foi desenhado com três objetivos: Divulgação, Formação e Preservação e os conteúdos gravações audiovisuais, áudios, fotografias e documentos pdf, apresentam-se sob Licença HYPERLINK ""CreativeHYPERLINK "" HYPERLINK ""Commons.

O arquivo organiza-se hierarquicamente em Categorias e Coleções que agrupam Conjuntos documentais que integram à sua vez Registros (simples/completos) e que se completa com uma caixa de procura.

Iniciativas promovidas pela AGAL nas que colabora a AGLP

5. E-HYPERLINK ""estraviz.- O mais completo dicionário galego em linha, constantemente atualizado e melhorado por uma equipa de até quinze pessoas, disponibilizado pela AGAL sob a direção do próprio lexicógrafo e académico Isaac Alonso Estraviz. Desde 2011 prepara com apoio da AGLP a sua adaptação ao Acordo Ortográfico.

6. PGL .- O Portal Galego da Língua.- desde 2002 site informativo e de debate da Associaçom Galega da Língua que oferece notícias e opinião desde Galiza para o espaço lusófono.

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